
O AMANHECER
No momento do desespero procura-se uma luz, uma saída; eis que o nascer do sol representa o começo de novas esperanças. Os sonhos então podem se tornar realidade, a força atuante que nos move ganha poder na capacidade eterna de tentar tornar realidade os nossos mais primorosos e imprevisíveis anseios.No raiar do sol as disparidades sociais não são muita coisa, pois somente cada bendita sobrevivência deve ditar suas crenças e seu próprio futuro já que nem tudo que temos é o que merecemos.
Dessa forma muitos se apegam a muitas e infinitas saídas em labirintos sem volta, em que a luz de u novo tempo mostra caminhos, escadas de salvação, para as puras e corrompidas aflições do mundo inconseqüente. Os sonhos representam toda a esperança e paradoxo da efemeridade da realidade; a luta entre mestres e coagidos pode ser algo de gibis se na tela dos sonhos forem pintadas novas e incisivas chances de aproveitar o mundo que muitos não tem espaço ou organização para aproveitar.
As vezes a luz é embaçada pelo modo nublado das nuvens, mas em meio as mascaras do céu estão raios de nascentes luminescências que mudam corações, dias, poderes e tristezas. No amanhecer os pássaros resplandecem com o seu cantar, a doce brisa tão esperada da manha traz consigo a calma e o equilíbrio para sonhos e desejos que estão tão próximos.
No dançar das folhas percebemos que cada amanhecer tem um aspecto diferente, impossíveis espelhos de um azul veneno; ver o sol, a luz acordar é um momento único, mesmo que seja visto todos os dias, pois o tempo ousa passar diante da imortalidade do “Deus Sol”.
Os segmentos tristes de um amanhecer parecem não existir diante de algo tão milagroso, mas quando se abre um novo tempo estão escondidos fantasmas que não suportam a escuridão, que são atraídos pelas esperanças remanescentes, monstros, lagrimas, sangue que pouco seriam enfrentados ao anoitecer; contudo a cada milésimo de segundo é impossível viver sem um novo amanhecer, sem o sair do sol, da luz, de novas oportunidades.
Quando todo o planeta acorda, a maré do mar de sonhos está leve e calma, sonhos podem se tornar realidade, os anseios e esperanças podem ser tudo para uma alma em perigo. Tudo pode ter uma nova visão; o tempo passado não pode voltar, mas esse que está por vir tem a reminiscência de um novo amanhecer cheios de detalhes e pronto para mudar, um futuro de brilho e oportunidades, de coisas para se acreditar, de perguntas que nos apegam a questionamentos e movem nossos passos, uma realidade em busca de verdades que não existem.
No definhar das nuvens e o nascer do rei supremo, todo um mar de sonhos pode ganhar força, para que suas ondas avancem alem de um tempo, e então a filosofia do vento pode trazer um ciclo perfeito que completa cada individuo na sua plena capacidade de esperar um novo dia, um novo amanhecer; a luz não é o fim de uma nova era, de pensamentos sombrios, é o princípio de uma vasta e complexa chance de crer em você, crer nos outros e nos sonhos; já que para alguns os sonhos são a única esperança de um novo tempo, de uma nova vida e de verdadeiras provas de uma suficiente realidades, sonhos são a única alternativa em meios á guerras em que não há um vencedor; mas sim muito sangue nas vielas e espumas de um mar puro e abençoado pela vastidão de coragem e sentimentos que tudo podem fazer, ate mesmo anular o sangue que se esvai do pulso dos suicidas sociais; nas almas perdidas só a grande maestro dos sonhos pode fazer algum significado existir e assim bem e mal serão apenas impressões esquecidas nas águas profundas e indesejáveis do mar de sonhos.

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