terça-feira, 1 de julho de 2008

CARTAS MORTAS


O silêncio


O vento, as folhas a balançar


Um susto


Uma queda


Um carteiro caindo


A mochila virando


Cartas voando


Um pescoço quebrado


Um pescoço quebrado!!!!!(grito)


Ninguém receberá o que deveria,


Memórias entre o chão, a terra e o vento


Destinos não serão alcançados


Vidas impropriamente


Esquecidas entre a terra e o céu.


Várias histórias perdidas


O que será do carteiro?????


O que será das palavras perdidas?????


Pois, o que foi escrito


Não passa de nada, sendo agora nada.


Vários rumos,


Um grito de socorro,


Um presente de natal,


Um enterro,


Uma missa,


Um encontro,


Um sonho de criança e muito mais


Nunca chegarão aos lábios destinado nos envelopes


As cartas cairam onde não há nada, só o nada


Onde o chão é seco


Onde a vida não passa.


Cartas voando,


Cartas ao chão


O chão não é nada


AS cartas estão Mortas


Vieram do pó


Ao pó voltarão


A única certeza é o vento,


um tempo além das idéias.


AS CARTAS ESTÃO MORTAS,


E nada se pode fazer!
Zé alguém








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